Alesp homenageia Aristocrata Clube pelos 62 anos de história em SP

Convocado pela deputada Leci Brandão, evento destacou importância do clube para a comunidade negra
28/04/2023 15:41 | Ato Solene | Gustavo Oreb Martins, sob supervisão de Tom Oliveira - Foto: Rodrigo Romeo

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Homenagem Aristocrata Clube<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2023/fg299609.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Homenagem Aristocrata Clube<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2023/fg299610.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Homenagem Aristocrata Clube<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2023/fg299611.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Deputada Thainara Faria<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2023/fg299612.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Deputada Mônica Seixas<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2023/fg299613.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo realizou, na noite desta quinta-feira (27), um Ato Solene em homenagem ao aniversário de 62 anos do Aristocrata Clube. A cerimônia foi solicitada pela deputada Leci Brandão (PC do B), que não conseguiu estar presente por motivos de saúde. Mesmo assim, Leci promoveu, ao início do evento, um vídeo-documentário a respeito da importância da organização para a comunidade negra.

Comandando o ato, a deputada Thainara Faria (PT) reiterou a relevância do clube social para a evolução da sociedade em relação aos direitos da população negra. "Devemos ter direito à vida, lazer, acesso à educação e à saúde igualmente. Por isso, quando um grupo de negros se reúne através de um clube social para reivindicar a existência em sociedade com dignidade, é magnífico. Graças a eles estou aqui hoje neste Parlamento", destacou.

Além de Thainara, na Mesa estavam as deputadas Monica Seixas (Psol) e Simone Nascimento, do mandato coletivo com Paula da Bancada Feminista (Psol). Os outros componentes eram Jussara Basso, vereadora da Câmara Municipal de São Paulo; Roberto Almeida, chefe de gabinete do Quilombo da Diversidade da deputada Leci Brandão; Antônio Goulart, ex vereador; Lucila Helena Oliveira, vice-presidente do Aristocrata Clube; e Edna Oliveira, presidente do Clube 28 de Setembro de Jundiaí.

O evento contou com três homenagens póstumas a membros do clube: Luiz Carlos Assumpção dos Santos, Haydèe Amarante e Paulo Roberto dos Santos. Além deles, também foram condecorados Maria Helena Gonçalves e Marília Yara Celso Wanderley.

A Importância do Clube

Em consonância, os palestrantes deram destaque ao impacto histórico do Aristocrata Clube em suas mais de seis décadas de atuação. "Esse clube e outras entidades de resistência negra ajudaram a construir uma luta por uma democracia racial verdadeira no Brasil. Ao se erguer, ajudou a mostrar que não existia uma democracia plena, que nos garantisse direitos básicos, sem repressão contra os negros", disse Simone Nascimento

Nesse aspecto, Mônica Seixas acrescentou o caráter alegre dentro do clube. Segundo a deputada da Alesp, trata-se de um lugar onde a cultura negra é praticada e exaltada de forma perfeita. "Devemos demarcar aqui a importância desse clube, um lugar onde se organizou a revolta e ao mesmo tempo a felicidade dos nossos e nossas. Agradeço a todos que vieram antes, e que, desde os anos 60, pavimentaram o caminho da luta negra", concluiu.

História do Clube

Fundado em 7 de março de 1961, o Aristocrata Clube surgiu da necessidade de ter um espaço único de lazer e diversão para as famílias negras, bem como ser um espaço de promoção de debates sobre o fortalecimento da comunidade, tornando- se um importante centro de informações e divulgador da cultura negra.

O clube foi de extrema importância para a mudança de tratamento da população negra de São Paulo nos anos 60, que por muitas vezes eram impossibilitados de frequentar clubes sociais e outras organizações conjuntas. Daí surgiu, como forma de protesto, o nome Aristocrata, remetendo aos brancos de classes sociais elevadas da época, que antes desprezavam os membros deste novo clube, carinhosamente chamado de "Ari".

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