Delegados de polícia querem equiparação às carreiras de função jurisdicional
Integrantes da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, atualmente presidida por Sergio Marques Roque, estiveram nesta quarta-feira, 2/8, na Assembléia Legislativa para reivindicar a aprovação do Projeto de Lei Complementar 39/06, que prevê para a carreira de delegados de polícia o mesmo tratamento retribuitório, vantagens e prerrogativas dispensados a servidores que exercem função jurisdicional no Estado de São Paulo. A proposta altera a Lei Complementar 207/79 " Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo " estabelecendo o princípio da carreira jurídica de delegado.
Os delegados foram recebidos no gabinete da Presidência da Assembléia e, posteriormente, passaram pelas salas das lideranças partidárias da Casa. Roque explicou que a categoria pretende a inclusão nas carreiras jurídicas do Estado dos 4.200 delegados do Estado de São Paulo, dos quais 800 estão aposentados. Segundo o sindicalista, todas as unidades federativas já promoveram essa equiparação nas carreiras de delegados, conforme prevê a Constituição Federal. Atualmente, o salário inicial de um delegado é de aproximadamente R$ 3 mil e o de um procurador (carreira jurídica) é de R$ 4,2 mil, comparou Roque.
No gabinete da Liderança do PTB, os delegados foram informados de que uma boa alternativa para que o projeto seja aceito sem restrição pelo Colégio de Líderes é a apresentação de uma emenda aglutinativa subscrita por todos os partidos.
O assessor jurídico da liderança, Luciano de Oliveira Santos, esclareceu que o projeto estabelece o princípio de direito, mas não trata da revalorização salarial. Para que isso aconteça, é necessário que o governador encaminhe um projeto específico sobre o reenquadramento dos vencimentos. Segundo o assessor, há uma decisão do Supremo Tribunal Federal que reconhece o princípio de direito mencionado no projeto.
O PLC 39/06 está tramitando em regime de urgência e aguarda a indicação pelo presidente da Casa de um relator especial para elaborar o parecer no âmbito da Comissão de Administração Pública, uma vez que o prazo regimental venceu no último dia 3/7. Se aprovado o parecer nesta comissão, o projeto segue ainda para a Comissão de Finanças e Orçamento, antes de sua apreciação em plenário.
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