Homenagem ao Samba da Vela
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Foi do deputado Vicente Cândido (PT) a iniciativa de promover uma sessão solene em homenagem ao Samba da Vela - comunidade de samba formada há 4 anos no bairro de Santo Amaro. A sessão aconteceu na última sexta-feira, 6/8, na Assembléia Legislativa e repetiu no plenário a tradição criada pelo grupo: o samba começa quando uma vela é acesa e só se encerra quando a mesma vela termina de queimar.
A sessão solene começou com a execução do Hino Nacional pela Banda da Polícia Militar. Os primeiros acordes, no entanto, foram entoados pelo som choroso de uma cuíca devidamente ensaiada pelo ilustre Oswaldinho da Cuíca. Marcada pela originalidade, a abertura foi criada para tornar mais acolhedora a atmosfera para o samba.
A solene recebeu convidados ilustres, principalmente a sambista Beth Carvalho, saudada pelos aplausos incessantes do público. Madrinha e admiradora do Samba da Vela, a sambista veio especialmente do Rio de Janeiro para a cerimônia. "Esses meninos são de um valor extraordinário. Eu acho o movimento de samba mais importante do Brasil... o Samba da Vela é o Cacique de Ramos aqui de São Paulo", declarou emocionada.
Além de Beth e de Oswaldinho da Cuíca, estiveram presentes na solene o sambista Marco Antônio de Freitas, da Nenê de Vila Matilde, os integrantes do Quinteto Branco e Preto e da velha guarda da Camisa Verde e Branco. Do cenário político, marcaram presença a ex-deputada federal Irma Passoni (PT), a vereadora Tita Dias (PT) e o vereador Nabil Bonduki (PT).
Como anfitrião, Vicente Cândido ressaltou a importância da criação do Fundo de Arte e Cultura para o Estado de São Paulo para o incentivo de iniciativas como o Samba da Vela. "Não é possível que não consigamos destinar pelo menos R$ 100 milhões para a cultura e para a produção cultural", disse.
Um pouco de história
No dia 17 de Julho de 2000, quatro jovens compositores da periferia de São Paulo reuniram-se no bairro de Santo Amaro. Precisamente na Rua Dr. Antonio Bento, no estabelecimento de nº 257. Era noite de uma segunda-feira.
Cavaquinho, pandeiro, surdo, tamborim... Junto a outros amigos formaram uma pequena roda onde, inusitadamente, começaram a cantar seus próprios sambas, a mostrá-los uns para os outros. O clima de descontração tomou conta do ambiente. A empolgação foi coletiva e desenfreada. Quando deram por si varavam a madrugada e sabia-se que o repertório não era nada pequeno. Com o tempo, novos compositores foram sendo incorporados, criando reuniões semanais em torno do ritual da vela. Hoje, o grupo já é uma tradição na cidade de São Paulo, ajudando a difundir e fazer renascer a cultura do samba.
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