Seminário discute os valores do esporte no futebol
Programado para acontecer nos dias 30 e 31 de maio e 1º de junho, o seminário "Os valores do esporte no futebol " Capacitação de treinador de futebol" foi aberto na manhã desta quarta-feira, 30/5, no auditório Franco Montoro. Organizado pela Comissão de Esportes e Turismo, com o apoio da Federação Paulista de Futebol, o objetivo do seminário é capacitar treinadores de futebol da perifieria da Grande São Paulo e das cidades do interior, que compareceram em grande número ao evento.
Na mesa de abertura, presidida pelo presidente da Comissão de Esportes e Turismo, deputado Luciano Batista (PSB), estavam presentes os deputados Vicente Cândido (PT) " que também é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol ", Conte Lopes (PTB), Enio Tatto (PT) e André Soares (DEM), todos membros da comissão, além do líder da bancada do PT, deputado Simão Pedro.
Todos enfatizaram a necessidade de que haja maior investimento do Estado no esporte e de que o Legislativo se engaje de forma mais efetiva nesse processo. "Se há investimento no esporte, gasta-se menos com Febem, com presídios, com saúde", lembrou Tatto. Luciano Batista convidou a todos para participarem mais da política, através da qual pode-se mudar a realidade. "A partir da política, podemos fazer o esporte atingir com velocidade maior a criança e o jovem", opinou.
As contribuições do esporte para a inclusão social foi o tema da primeira palestra do seminário, proferida pelo mestre em Educação e professor da Unicsul, Antonio Carlos Vaz. Segundo ele, a inclusão social, do ponto de vista profissional, proporcionada pelo futebol é insignificante. A mídia promove a ilusão de que o esporte é a saída para a mobilidade social, mas aqueles que de fato conseguem se profissionalizar e ganhar dinheiro fazem parte de uma parcela insignificante dos excluídos do sistema produtivo.
Mais grave ainda, considerou o palestrante, é o fato de que crianças são incentivadas a treinar desde muito cedo em escolinhas de futebol e depois não conseguem atingir a profissionalização, dificultando ainda mais a sua inserção em outros postos de trabalho, além de gerar uma imensa frustração, extremamente prejudicial para a auto-estima. "O fracasso é muito mais comum do que o sucesso", afirmou.
Para o professor, é necessário que haja um processo de desalienação, por intermédio da conscientização das crianças e de suas famílias sobre a real dimensão do esporte na sociedade. O esporte só é inclusivo, considerou, quando não está a serviço da competição, mas é visto como um fim, um direito, um exercício de cidadania. "Onde há competição, seleção, há exclusão", opinou.
Há de se entender o esporte como uma prática passível de ser aprendida. A criança deve aprender para jogar bem e se divertir, só assim não será expulso da brincadeira. O papel do professor e do técnico é fundamental, não como aquele que vai avaliar o desempenho para escolher uns e excluir a maioria, mas como o profissional que se dedica a ensinar a todos proporcionando um espaço de vida em que o indivíduo se sinta incluído.
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