Sensível ao cotidiano que a circunda, Christina Hermes pinta o silêncio do homem
A obra de arte, quando não é fruto de tecnicismo ou de jogo cerebral, encerra dentro de si os elementos da personalidade do artista: conseguem-se ler em sua pintura secretos estados de alma, momentos felizes ou infelizes, mas, sobretudo, características humanas do autor, bem como sua vontade de comunicar o que dentro de si vinha se concretizando.
As pinturas de Christina Hermes nascem de uma temática única: a do ser humano de nossos tempos, em particular o homem obrigado a viver numa metrópole que o condiciona cada dia mais e o obriga a se adaptar às difíceis situações de vida que o cercam.
A solidão interior, o imediatismo de execução, o ímpeto cromático são características que essa artista de instinto pinta num mundo no qual o silêncio parece representar o único dado de fato possível e receptível.
Tanto a vida dos campos quanto das fábricas, da cidade, compreendida em seu aberrante humor, constituem o tema preferido da pintora, que permanece profundamente sensível à motivação cotidiana que a circunda.
Assim, na obra Chuva Iluminada, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, Christina Hermes usa, com desenvoltura e precisão, ao mesmo tempo, um desenho sintético e um cromatismo equilibrado dentro de um conteúdo formal.
A artista
Christina Hermes nasceu em São Paulo, em 1939. Passou sua infância em Minas Gerais e radicou-se mais tarde no Rio de Janeiro, onde se formou em administração de empresas.
Recebeu orientação artística na pintura, desenho e serigrafia, através dos mestres Romanelli, Ney Tecídio, Armínio Paschoal, Jean Toulier, Finatti, Maurício Porto e Bernardii.
Com uma sensibilidade voltada para as artes, dedica-se profissionalmente à pintura desde 1981. Realizou inúmeras exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, participando de diversos salões de arte, onde recebeu 11 medalhas de ouro, 22 de prata e 11 de bronze, além de prêmios especiais.
Participou de inúmeras exposições individuais. Entre as mais recentes, estão as seguintes: Greenwich Plaza, Greenwich; Varig's Icaro Room, New York; Marly Faro Galeria de Arte, Rio de Janeiro; Arte & Cia., Casa de Cultura Estácio de Sá, Rio de Janeiro.
Entre as mostras coletivas, destacam-se: Galeria Art Vie, São Paulo, e Espaço Reciclar, São Paulo; HC Gallery, Rio de Janeiro; Gaudi Luz & Arte, São Paulo; Centro de Eventos, Espaço da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro; Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro; Oficina Aberta, Niterói; Fundação Escola Superior de Defensoria Pública, Rio de Janeiro; Espaço de Arte Richelieu, Paris, França; "Mostra de Verão 2000", Nini Barontini Galeria de Arte, Curitiba; "7 Caminhos", Nini Barontini Galeria de Arte, Curitiba; "Formas e Cores", EMERJ, Rio de Janeiro; e Galeria Spazio Surreale, São Paulo.
Foi membro de júri em vários salões de arte. Sua obra é citada em diversos livros de arte e anuários brasileiros e internacionais. Muitas delas fazem parte de coleções particulares, tanto no Brasil como no exterior, nos Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Nigéria, Argentina, Espanha, Bélgica e Inglaterra.
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