Clelia Aiaco Gokita utiliza o toque vibrante da recordação e a elegia do tempo que não volta
A sensibilidade de Clelia Aiaco Gokita nos toca pela comunhão dos valores humanos e espirituais que transcendem o efêmero cotidiano e se elevam na esfera superior de uma mensagem moral. Em sua pintura encontramos, de fato, as parábolas da bondade, da verdade e da humildade que deveriam ser a constante de todo ser humano na seqüência da história.
Sem dúvida, encontramos o toque vibrante da recordação, a elegia acesa do tempo e da juventude, quase um fraterno chamamento à preservação do nosso passado. Em sua pintura transparece a indagação serena das coisas que, sem forçá-las, deseja compreendê-las muito além de refinamentos técnicos e de ambições ¨cerebralóides¨.
Trata-se de uma arte instintiva, genuína, que encontra uma profunda correspondência nas íntimas motivações do coração, nas belezas mais secretas da alma humana. Enfim, uma arte de conteúdo e de expressividade à qual nos avizinhamos sem preconceitos e formalismos intelectuais.
Orquestrações de luzes e cores iluminam os seus temas, como nas obras ¨ A Sé Catedral ¨ e ¨O Pensador ¨ , doadas ao Acervo Artístico da Assembléia Legislativa. Elas se constituem em fantasmagóricas existências e possuem um ritmo onde também os "silêncios" cantam as belezas das antigas edificações e do homem.
A artista
Cléria Aiaco Gokita nasceu em 1975, na cidade de São Paulo. Formou-se em Artes Plásticas, com especialização em pintura, pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo ( 1994 - 1997 ). Participou do curso de formação de professores de desenho por indução ( 1995 ).
Além de professora de desenho exerceu as funções de professora de língua japonesa em Arujá, São Miguel Arcanjo, Tatuí, Atibaia, São Miguel Paulista, São Bernardo do Campo, Mogi das Cruzes, Taboão da Serra, Pinhal, Pilar do Sul, Maringá ( PR), São Gotardo e Dourados ( MG ), Indaiatuba, Campo Limpo e São Paulo.
Recebeu a medalha de ouro no 4º Concurso Shodo Internacional promovido pelo Mainiti Shinbunsha Shodokai (1996); Prêmio Acrilex no concurso realizado pelo Museu de Artes da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (1999); Menção Honrosa pela mesma Sociedade (2000); Grande Prêmio de Ouro no 1º Salão de Pintura Figurativa Contemporânea; Medalha de Ouro no 30º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea, (2001); Convidada especial no 2º e 3º Salão de Pintura Figurativa Bunkyo (2002 e 2003).
Notícias mais lidas
- Dezembro Vermelho: pesquisas de cura do HIV avançam em universidade pública paulista
- Alesp aprova aumento de 10% para policiais militares, civis e técnico-científicos
- Alesp aprova e motos de até 180 cilindradas não pagam mais IPVA em SP
- Governo envia à Alesp projetos com diretrizes orçamentárias para 2027 e reajuste do mínimo paulista
- Quadro de Apoio Escolar pede aprovação de piso nacional no Senado
- Deputado pede a Estado proteção a perito que relatou pressão na investigação do caso Vitória
- Servidores de Louveira em greve denunciam terceirização e confisco de aposentadoria
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- Impactos da extinção de cargos públicos estaduais são debatidos na Alesp