Lígia Aroeira: composições de inspiração cubista que vibram em sólida estrutura
As obras de Lígia Aroeira denotam sutileza e um sentido clássico da medida. Mais do que transmitir a realidade de uma paisagem ou de uma cena, a artista busca exprimir em suas composições uma sorte de confidência, a confissão de um desejo de felicidade ou de inquietação, de nostalgia ou de alegria liberada através da espátula.
O mundo que ela nos revela é um mundo conhecido, familiar, que aparece como iluminado do seu interior, envolvido por uma sensibilidade sempre desperta. E o todo é elaborado com uma discrição toda feminina, embora carregada com uma força de convicção.
Secreta e sincera, Lígia Aroeira pinta com a alma, seguindo uma inspiração equilibrada que necessita do silêncio e da solidão do ateliê para se exprimir sem constrangimentos. Através de massas e matérias trabalhadas com espátula, ela consegue criar um espaço imaginário que ignora as leis de perspectivas, mas onde se faz sentir a vibração da vida.
Entretanto, se a clareza de sua espatulada a aproxima de uma concepção quase cubista da pintura e confere à sua obra força e elã, essa firmeza gráfica é temperada por um cromatismo expressivo e uma sólida estrutura.
Na obra Composição I, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, é esse amálgama, sabiamente dosado ou até mesmo instintivo, que faz o charme de sua pintura e confere aos sentimentos o prazer do olhar e do espírito.
A artista
Lígia Aroeira, pseudônimo artístico de Lígia Aroeira Ferreira, nasceu em Ubá (MG), em 1948. Formou-se no curso de letras português-inglês e fez pós-graduação lato sensu em Metodologia do Ensino na Universidade de Minas Gerais.
Seguiu cursos de pintura a óleo no ateliê do professor Dagmar Brandão (1964 a 1969); de pintura com diversas técnicas em tela, papel, cartão, porcelana, cerâmica, etc., no ateliê do professor Marcirni M. Silveira (1970 a 1975); de pintura acrílica no ateliê da professora Selma Weissmann (2001 e 2002); e de aperfeiçoamento em diversas técnicas no ateliê da professora Lúcia Castanheira (2002), em Ubá.
Participou das seguintes exposições: Salão Nobre do Colégio Sacré-Coeur de Marie (1966, 1967, 1968 e 1969); "A Arte de Nossa Gente", Espaço Cultural da Faculdade de Filosofia de Ciências e Letras (1970 e 1971); ateliê do professor Marcimi M. Silveira, Associação Comercial de Ubá (1972, 1973 e 1974); Atelier Selma Weissmann, Espaço Cultural do Shopping 5ª Avenida, Belo Horizonte (2001); La Brace, Belo Horizonte (2002), "Tutto", Atelier Lúcia Castanheira, Belo Horizonte (2004 e 2005); e Galeria Spazio Surreale, São Paulo (2006).
Possui obras em diversas coleções particulares de Minas Gerais e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
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