A pintura espacial de Regina Dutra: elaborada com precisão, rigor e raciocínio
Regina Dutra demonstra claramente ter conseguido formular um discurso próprio sobre a necessidade de a arte escapar de um labirinto sem saída, para se dirigir a um caminho no qual precisão, rigor e raciocínio dão à imaginação uma lógica e um motivo válido para entrar na realidade.
Frente a um ímpeto criativo, sua pintura não pára na pesquisa da forma, mas se lança para encontrar inovações expressivas de indiscutível valor. Correspondendo aos mais válidos imperativos da arte contemporânea, trata-se de uma artista sempre pronta a comunicar " não tanto para ser avaliada, mas pelo prazer de ser compreendida.
Com pintura original, convidativa e rica de conteúdo, seus quadros apresentam ainda uma grande lição de técnica. Seu espaço torna-se acréscimo ou sobreposição de cores, distância de um elemento cromático a outro, luminosidade extraterrestre e estratificação de massas quase com a consistência do ectoplasma.
As criações de Regina Dutra, repletas de silêncio, possuem uma unidade de ritmos e de estruturas que criam uma plasticidade evidente. O seu ideal é a transparente representação visual de um particular estado de espírito que requalifica o significado da obra.
Realizada em pintura sobre tela com pó de mármore, a obra "Abstrato", doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, revela a força da pesquisa espacial da artista, que renuncia não só à banal figuração mas à própria estrutura geométrica de certas formas abstratas.
A artista
Regina Dutra, pseudônimo artístico de Regina Helena Dutra Rodrigues Ferreira da Silva, nasceu em São Paulo, em 1942. Pintora, escultora e ceramista, de 1976 a 1987 ministrou aulas de história da arte na Faculdade de Artes Plásticas da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) e, de 1983 a 1986, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). A partir de 1987, passou a se dedicar exclusivamente às artes plásticas, criando seu próprio ateliê.
Participou de inúmeras exposições, individuais e coletivas, destacando-se entre elas: 8º Salão da Gravura Contemporânea em São Caetano e IV Encontro Jundiaiense de Arte (1975); XI Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (1978); XII Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e II Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro (1979); XV Salão de Arte Contemporânea, em Ribeirão Preto, e 8º Salão de Artes Plásticas de Rio Claro (1990); Projeto Parceiros do Rio Tietê (1991); I Mostra do Espaço Cultural do Sesc na Avenida Paulista e XVII Salão de Arte Contemporânea, Ribeirão Preto (1992); "Aquarelas", Museu da Imagem e Som de Campos do Jordão, e I Salão Paulista de Aquarelas, Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo (1993); Atelier Francesco Domingo, Museu de Arte Contemporânea, da Universidade de São Paulo (USP), e Salão de Arte Adriana Ackel (1995); 1º Mostra de Artes Plásticas, Galeria Mali-Villas Boas, e 1ª Mostra do Projeto em Torno (1997); I Mostra de Pratos, Companhia Asiática (1998); 27º Salão de Artes Plásticas Bunkyo, Sociedade de Cultura Japonesa; e II e III Salão de Arte e Craft Brasil Japão, Sociedade de Cultura Japonesa e Comissão de Arte Koguei (1998/2000); e 28º Salão de Artes Plásticas Bunkyo (2000).
Possui obras em vários acervos particulares e oficiais e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
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