Museu de Arte - Vozes secretas ecoam na paisagem silenciosa de Majella Karam
A arte não é um jogo, é um empenho sem cálculos. Majella Karam é um artista autêntico que exprime a vida, o mundo, as nossas angustias e o nosso cotidiano, com luzes e sombras, mas numa realidade de espírito e de vida. Na arte, o essencial é dar uma exata medida do próprio ser. Esse é o caso desse pintor que, embora ligado com sentimento à tradição de estilos impressionista, conserva toda a temática, os formalismos e o tonalismo.
Nele encontramos todo um passado sob o signo da observação, da verificação, após o que emergiu madura e prolífica a necessidade de uma colóquio visual cujos ingredientes são recantos agrestes, enseadas marítimas, ambientações paisagísticas, vozes de uma realidade que o artista não força, nem constringe, não empurra, mas acompanha sobre a tela em harmonia de cores e com a essencial intervenção da luz.
Suas obras são envolvidas de uma sinfonia de tons que interpreta silêncios e visões de paisagens. O tonalismo se manifesta então, como um fato pictórico, baseado sob acordes nos quais os tons se harmonizam para obter uma fusão das formas com a atmosfera e para criar espaços envolvidos pelos valores da luminosidade. O seu é um mundo silencioso, embora vibrante de vozes secretas.
Com um sentido humano e comunicativo, o artista demonstra uma predisposição, não somente a reproduzir, mas a interpretar os temas que enfrenta, sempre válidos pela aproximação dos tons, pelas construções estruturais, seja sob o perfil formal quanto de conteúdo.
"Paisagem, mar e rocha", obra doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, nos revela uma síntese de forma e conteúdo, calor e sentimento que adquirem realidade e variedade de expressão numa demonstração inconfundível do valor de sua arte.
O Artista
Majella Karam, pseudônimo artístico de Geraldo Majella José Karam, nasceu em 1934 na cidade de Araraquara, SP. Formou-se em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba, SP.
Iniciou-se na pintura clássica a partir de 1978, realizando sua primeira exposição no Pavilhão da Bienal de São Paulo naquele mesmo ano. Entrou para a Associação Paulista de Belas Artes em 2000 e onde exerce atualmente as funções de professor de Arte Terapia.
Sobre o tema "Bases anatomo-fisiológicas da criatividade", realizou em 1968 sua primeira palestra ligada à arte na Escola de Administração Hospitalar da Universidade de São Paulo. O artista é também autor da tese sobre "Causologismo", registrada na Escola Paulista de Belas Artes, para demonstrar a existência obrigatória de causas que justifiquem os seus efeitos.
É sócio efetivo da Academia Brasileira de Neurologia e atualmente vem desenvolvendo o tema de "Bases científicas neuropsicogenéticas da criatividade". Participou de diversas outras exposições, destacando-se entre elas o Salão de Outono da Associação Paulista de Belas Artes no Espaço Cultural V Centenário da Assembléia Legislativa de São Paulo.
Recebeu inúmeros diplomas e medalhas da União Nacional dos Artistas Plásticos no V Salão Internacional das Nações, no XV Salão Nacional de Artes Plásticas Alberto Santos Dumont, entre outros.
Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
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