Máscaras, fantasias, danças e desfiles: é Carnaval (II)
O carnaval no Brasil, segundo a pesquisadora Claudia M. de Assis Rocha Lima, foi chamado de Entrudo por influência dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde, que trouxeram a brincadeira de loucas correrias, mela-mela de farinha, água com limão, no ano de 1723, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas. Atualmente é festejado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa.
A primeira música feita exclusivamente para o carnaval, constituindo-se, portanto, num marco para a história cultural brasileira, foi a marcha "Ô Abre Alas", da maestrina Chiquinha Gonzaga, composta em 1899 e inspirada na cadência rítmica dos ranchos e cordões. Esta marcha animou o carnaval carioca por três anos consecutivos e é, até hoje, conhecida pelo grande público. A partir de então, as marchinhas caíram no gosto popular. De compasso binário, com acento no tempo forte (primeiro tempo), eram inicialmente mais lentas para que seus dançarinos acompanhassem seu ritmo. Com o passar do tempo, tiveram seu andamento acelerado por influência das "jazz bands"; daí serem conhecidas também como marchinhas.
Associando-se ao período, reproduzimos ontem e hoje obras do Acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo que enfocam o tema do Carnaval.
"MÁSCARAS", de Marcos Irine " Formas seqüenciais constroem um discurso coerente, cromático e musical. Sua temática desenvolvida em simbologias repetitivas transforma em verdadeiras e próprias palavras figurativas que o pintor usa para construir um discurso aparentemente dissociado, entretanto extremamente coerente.
"BOEMIA", de D. Esteves " Sarcasmo, ritmo e musicalidade estão reunidos na sua criação pictórica. O artista usando um cromatismo bem brasileiro, procura traduzir visualmente através de linhas improvisadas os ritmos e as complexas arquiteturas da composição, onde uma certa presença geométrico-cubista se faz sempre presente.
"ABSTRAINDO O TANGO", de Carina Edenburg " A obra dessa jovem artista sugere a terceira dimensão por intermédio das sutis relações entre os contornos, as silhuetas e as aberturas operadas no corpo da obra, o que permite à escultura adquirir um "peso plástico" que não se espera frente à obra bidimensional.
"LA PEQUEÑA ORQUESTA", de Angel Cestac " O verismo desse artista alcança vértices de refinado lirismo e elegância cromática. Sua pintura é alegre, aberta como seu caráter. As cores realizam um conto, ora paisagístico, ora figurativo, embebido de vibrantes tramas cromáticas.
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