Situação dos funcionários do DER é debatida em subcomissão
09/05/2012 20:20 | Da redação Monica Ferrero - foto: José Antonio Teixeira
AuditorioNesta quarta-feira, 9/5, a Subcomissão da Comissão de Transportes e Comunicações realizou audiência pública para debater a situação dos funcionários do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e as propostas de reestruturação e reorganização de seus quadros funcionais. Essa subcomissão é presidida por João Caramez (PSDB).
Os trabalhadores do DER tiveram manifestações de solidariedade às suas reivindicações dos deputados Carlão Pignatari (PSDB), Roberto Morais (PPS), Ulysses Tassianari (PV), Rogério Nogueira (PDT) e José Zico Prado (PT).
Estavam presentes o secretário de Gestão Pública do Estado de São Paulo, deputado Davi Zaia, o superintendente do DER, Clodoaldo Pelissioni, e o presidente do Sindicato dos Servidores do DER, Lineu Neves Mazano.
"O DER perdeu sua capacidade de fiscalização, sua estrutura está sucateada e não conta mais com equipe técnica, pois o quadro de funcionários está reduzido", disse Lineu Mazano. Ele citou casos pontuais, como o de máquinas paradas por falta de pessoal treinado para operá-las e a falta de recursos para sinalização, que já dura dois anos, fazendo com que a sinalização de pista por vezes seja feita manualmente pelos funcionários. O presidente do sindicato reclamou ainda da prática de pagamento de bônus, em vez de aumento de salário, e do corte de gratificações. Para ele, a solução é a criação de quadro próprio de cargos preenchidos por concurso, plano de cargos e salários e programa permanente de formação e qualificação profissional. Embora as reivindicações sejam as mesmas há anos, Lineu Mazano pediu empenho dos deputados para que seja marcada audiência com o governador.
Mudanças em estudo
O superintendente Clodoaldo Pelissioni afirmou que está fazendo com a Fundap um diagnóstico da situação do DER visando à reestruturação do órgão. Disse também esperar que se consiga aprovar mudanças que satisfaçam a todos. "Temos de resgatar as melhores tradições dos trabalhadores do DER, adaptando-os às necessidades atuais, que vão além da execução das obras", disse o secretário Davi Zaia.
Funcionários do DER presentes também expuseram algumas situações, como o fato de 80% do serviço ser tocado por tercerizados, contratados por empreiteiras, que recebem baixos salários. Outro problema citado é que a fiscalização das obras feitas pelas empreiteiras é também feita por empresas contratadas.
O relator da subcomissão, Gerson Bittencourt (PT) afirmou que é preciso ficar claro qual é o real papel do DER, se é de coordenação, de finalização ou de execução. A partir disso será possível ver qual a estrutura necessária, seja física ou de material, o que permitirá a elaboração de plano de carreira, cargos e salários que valorize os trabalhadores.
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