Museu de Arte - Huang Weng Mei-o
Huang Weng Mei-o: imagens realistas refletem a felicidade de pintar as "Cores da Mata"
Sob uma aparente simplicidade, a obra de Huang Weng Mei-o é fruto de uma séria disciplina profissional e de uma rigorosa pesquisa cromática, embora mantendo-se distante de todo excesso pictórico, para colher a essência da imagem.
A artista não pertence àquela classe de pintores que busca longe a temática de seus quadros, nem à dos que estão em contínua procura de novidades, pois encontra tudo o que necessita para se exprimir até mesmo dentro de casa, ou no perímetro do seu jardim.
Ela pinta suas obras animada por um sentimento de sincero amor pelo mundo. Trata-se de um sentimento forte e puro, quase de natureza religiosa. Com extremo pudor, ela procura falar a si mesma e aos outros.
Tudo o que a cerca, desde a grande árvore à pequena folha, dos pássaros aos frutos, repletos de beleza, cheios de fantasia e de mistério, com suas luzes e sombras, a pintora reúne no seu desenho, como fragmentos do universo.
Huang Weng Mei-o deseja transmitir o que ela mesma vivencia, o que sente de sua feliz interpretação da vida, de maneira clara e direta, através de imagens realistas.
Acreditando firmemente no que faz, somente cria o que constitui para ela elemento de vida. Dialogando com suas flores, com suas plantas, seus animais e pássaros, envolve suas obras num profundo sentimento poético, para oferecê-las aos admiradores da natureza, com sua humildade tipicamente oriental.
Nas obras que apresenta a partir de segunda feira no Espaço Cultural V Centenário no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, verifica-se mais uma vez que sua pintura é toda interior. É feita de emoções que a artista sinceramente manifesta frente às coisas mais simples e humildes do Criador. Mesmo tendo sua origem e seu mundo poético nas coisas mais modestas, o canto que delas ecoa é límpido como a água do riacho ou da nascente.
A artista
Huang Weng Mei-o, nasceu em Taipei (Taiwan), em 1955. Formou-se pela Faculdade de Artes Plásticas de Taiwan e a seguir transferiu-se para o Brasil.
Integrou-se à Associação de Artistas Plásticos Chineses no Brasil, da qual é conselheira. Criou um ateliê de pintura, onde, como professora, ensina composição e técnica.
Desde 1996, participa de exposições coletivas e individuais, destacando-se as do Salão Verde Ana Rosa, onde obteve Medalha de Prata (1996); Clube Ipiranga (1998); Exposição Toyota de Artes Plásticas (1999); Consulado de Taiwan, São Paulo (2000); Associação de Artistas Plásticos Chineses no Brasil (2000, 2001 e 2002); Espaço Cultural Itaú (2001); Espaço Cultural de Taiwan em São Paulo (2004); e Espaço Cultural V Centenário, São Paulo (2005).
Possui obras em diversas coleções particulares e no acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
Notícias mais lidas
- Dezembro Vermelho: pesquisas de cura do HIV avançam em universidade pública paulista
- Alesp aprova aumento de 10% para policiais militares, civis e técnico-científicos
- Alesp aprova e motos de até 180 cilindradas não pagam mais IPVA em SP
- Governo envia à Alesp projetos com diretrizes orçamentárias para 2027 e reajuste do mínimo paulista
- Quadro de Apoio Escolar pede aprovação de piso nacional no Senado
- Deputado pede a Estado proteção a perito que relatou pressão na investigação do caso Vitória
- Servidores de Louveira em greve denunciam terceirização e confisco de aposentadoria
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- Impactos da extinção de cargos públicos estaduais são debatidos na Alesp