Museu de Arte - Ashtar de Assis
Ashtar de Assis: sem intenção figurativa nem abstração formas e signos se harmonizam
Sem ser uma artista absolutamente abstrata, encontra-se nas obras de Ashtar de Assis uma certa figuração, que não é aquela a que estamos habituados. Não é o título de suas telas que ajudará necessariamente a entendê-las, pois elas são "batizadas" tão somente para reconhecê-las e não para explicá-las. O universo de cada uma de suas obras forma-se pouco a pouco, como consequência de uma cuidadosa pesquisa.
Ashtar de Assis elabora demoradamente sobre suas telas até alcançar uma coerência e uma autonomia plástica satisfatória. O gosto pelo desenho enérgico e a composição contrastante caracterizam sua obra. Fascinada pela explosão colorida é a invenção plástica que a apaixona. É ela que obriga a reflexão.
Formas e signos cinzelados no fio de uma matéria reativa se combinam entre si segundo as únicas necessidades ópticas da composição, naturalmente, sem intenção figurativa nem redução abstrata.
Em vez de distinguir um objeto sobre uma tela, devemos observar sua forma e sua cor. São elas que provocam nossa sensibilidade, pronta a captar a mensagem da pintura. E a realidade de um quadro é sua musicalidade.
A obra "Introspecção", doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, possui uma luminosidade intrínseca. As imagens que dali surgem, aparecem a nossa frente como fabulosos objetos plásticos, válidos em si mesmos e dotados de uma força alusiva onde a própria artista é o primeiro espectador estupefato.
A artista
Ashtar de Assis nasceu em Uberaba (MG), em 1922 e faleceu em agosto de 2007. Transferiu-se, mais tarde para São Paulo, onde completou seus estudos. Em 1945, recebeu o diploma de Bacharel em Ciências Políticas e Sociais, pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Dois anos mais tarde, passou a exercer as funções de Assistente de Etnologia e de Conservador de Museu, junto à Seção de Etnologia e Arqueologia do Museu Paulista, onde permaneceu até 1955 trabalhando também na redação da "Revista do Museu Paulista".
Durante o ano de 1956, dirigiu a revista "Ciência e Progresso". Em 1959, passou a estudar pintura e desenho com o pintor Nelson Nóbrega e em 1962, cursou as classes do mesmo professor na FAAP. No ano de 1985, concluiu o curso superior da Universidade de Nancy na Aliança Francesa, São Paulo.
Participou das seguintes exposições: Fundação Armando Álvares Penteado (1962); "Salão dos Novos" - Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura de São Paulo " 2º Prêmio de pintura (1966); Chelsea Art Gallery em São Paulo, Campinas, Santos e Guarujá (1968 e 1969); 4º e 7° Salão de Arte Contemporânea de Santo André (1971 e 1974); Salão de Arte Contemporânea do "Ano Internacional da Paz", São Paulo (1986); Casa de Leilões e participação nas subseqüentes (1988 e 1989); Espaço Cultural Chap Chap (1988 e 1989); Espaço Kanaan de Leilões (1989 a 1991); Galeria "Espace Art", Aliança Francesa Centro, SP (1993); Casa da Cultura: "Viva arte viva"; Galeria du Port "1ª Exposition D" Art Pluri artistas: Recreio Shopping, Rio de Janeiro (2000); Espaço Cultural do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (2002).
Recebeu menções em publicações especializadas, como: "Guia das Artes Plásticas" nº 7; "Guia Internacional das Artes, 1982, p. 121"; "Artes Plásticas Brasil", v.4, 1990 e v.13, 1991, edição da Inter/arte e revista "Le Petit Bleu" para a Aliança Francesa de São Paulo - Centro.
Possui obras em diversas coleções particulares e oficiais, entre elas no acervo do Conselho Regional de Contabilidade e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
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