Especialistas debatem expansão do gás natural
A Assembleia Legislativa sediou, na última segunda-feira (23/4), no Auditório Franco Montoro, o 2º Fórum Brasileiro do Gás Natural. Abertura do mercado no Brasil, oportunidades para crescimento e competitividade da indústria nacional foram temas de painéis, com apresentações de especialistas, estudiosos, professores e representantes de empresas e associações.
A mesa de abertura foi presidida pelo deputado João Caramez (PSB), coordenador da Frente Parlamentar de Apoio ao Desenvolvimento do Gás Natural no Estado de São Paulo (FGAN). "Queremos alternativas para fomentar o gás natural. São Paulo é o segundo maior produtor nacional e consumimos 14,2% da produção. É importante uma política pública de incentivo à utilização do produto " não só na indústria, mas nas residências e no setor automotivo, com o gás natural veicular (GNV). Independentemente da matriz energética, é necessário usar um combustível que polua menos o ar das cidades", declarou Caramez.
Segundo o secretário de Energia e Mineração João Carlos de Souza Meirelles, o fórum representa uma conscientização. "O Brasil é uma potência de petróleo e gás. Trinta anos atrás, tivemos de construir um duto para trazer gás da Bolívia; hoje, importamos metade do gás e aumentamos muito sua produção na plataforma oceânica. Estamos em outro momento, e a Alesp deve discutir esse tema", disse.
Edmar Luiz Fagundes de Almeida, professor adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), considerou que o mundo passa por grandes transformações e que, em 10 anos, a indústria não será a mesma. "Vivemos a evolução de novas tecnologias em uma velocidade nunca antes vista", afirmou.
Ele citou que o gás é diferente de outras energias por ter infraestrutura cara e em monopólio, sendo esses custos divididos pelos consumidores por meio de tarifas. "A tarifa do gás deve ser competitiva, se não o consumidor não compra. Em São Paulo, o GNV não é competitivo em relação ao etanol", disse o professor, destacando que o mesmo vale para o consumo residencial de gás em relação à energia elétrica.
Também estiveram presentes Benjamin Ferreira Neto, presidente da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer), e Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Aspacer e CEO do Fórum Brasileiro, além de representantes da UFRJ, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), da Associação Nacional de Fabricantes de Cerâmica para revestimentos, louças sanitárias e congêneres (Anfacer), do Ministério de Minas e Energia e da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás).
Notícias mais lidas
- Dezembro Vermelho: pesquisas de cura do HIV avançam em universidade pública paulista
- Alesp aprova aumento de 10% para policiais militares, civis e técnico-científicos
- Alesp aprova e motos de até 180 cilindradas não pagam mais IPVA em SP
- Governo envia à Alesp projetos com diretrizes orçamentárias para 2027 e reajuste do mínimo paulista
- Quadro de Apoio Escolar pede aprovação de piso nacional no Senado
- Deputado pede a Estado proteção a perito que relatou pressão na investigação do caso Vitória
- Servidores de Louveira em greve denunciam terceirização e confisco de aposentadoria
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- Impactos da extinção de cargos públicos estaduais são debatidos na Alesp