Ato solene debate formas para agilizar a vacinação em São Paulo
02/03/2021 15:04 | Evento | Eduardo Reis - Foto: Reprodução Rede Alesp
Nesta terça-feira (2/3), em ambiente virtual, ocorreu um ato solene a favor da vacinação em massa de forma rápida. O assunto abordado no evento convocado pelo deputado Vinícius Camarinha (PSB) foi a criação de uma parceria entre uma união parlamentar pró-vacina, municípios e organizações da sociedade civil.
Um dos motivos elencados como retardatários na imunização foi a ausência de uma maior atuação do governo federal. A deputada Carla Morando (PSDB) acredita que a participação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo se deve por conta de "nós não termos vacinas suficientes, muito por causa da animosidade do governo federal na compra das vacinas e a cada dia que passa esta pauta se torna mais urgente", afirmou.
Camarinha acredita que deputados podem atuar no tema com visitas às fábricas e entidades que produzam o imunizante. "Podemos marcar uma atividade no Instituto Butantã, ou até quem sabe na Rússia e na China, por que não?", disse.
Parcerias com municípios paulistas
O deputado Murilo Felix (PODE) cita um contato que prefeituras do estado fizeram com um laboratório que já possui registro de uso da vacina no Brasil. "Algumas cidades já discutem formas de viabilizar a aquisição dos imunizantes, e se nós participarmos desta ação, podemos ganhar notoriedade para o nosso movimento pró-vacina."
Já o parlamentar Edmir Chedid (DEM) pensa que este acordo é uma via de mão dupla e que a ação dos deputados estaduais pode incentivar as cidades. "A frente nacional de prefeitos, que tem como presidente nosso ex-colega deputado e ex-prefeito de Campinas, Jonas Donizete, está articulando um consórcio e convocando as prefeituras com mais de 80 mil habitantes a participarem. Nossa união aqui no legislativo pode incentivar muitas prefeituras."
Formas de captar recursos privados para adquirir os imunizantes
Qual vacina, como, e por qual valor comprar foram as perguntas mais ocorrentes no ato. Vinícius Camarinha destrinchou o assunto: "Nós já vemos que a oferta de vacinas é insuficiente e que os países mais desenvolvidos já garantiram suas doses, até com certa sobra. Então a questão é qual vacina está disponível e como podemos ajudar", disse.
Dentre as possibilidades citadas, estão movimentos da sociedade civil, aporte de empresas privadas e entidades que representem o agronegócio e a indústria.
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