Audiência Pública cobra soluções para segurança pública na zona leste da Capital
20/05/2021 13:02 | Evento | Beatriz Ferreira - Foto: Reprodução Rede Alesp
Audiência Pública virtual realizada nesta quarta-feira (19/5) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo reuniu representantes do poder público, das organizações da sociedade civil e moradores para debater problemas de segurança na região do Parque São Jorge, na zona leste da Capital.
O evento foi promovido pelo deputado Ricardo Mellão (Novo). De acordo com ele, os residentes da região têm sido alvos de furtos e roubos frequentes. "Infelizmente vivemos essa triste realidade, a sensação de insegurança só aumentou no bairro", disse.
O parlamentar ainda lamentou a situação. "A área de segurança pública é primordial e é para todos. Infelizmente, muitos de nós somos vítimas do crime ou situações mais graves como homicídio, assaltos, e presenciamos no nosso dia a dia, situações de insegurança", afirmou.
Em sua intervenção, João Ortega, representante da Associação dos Moradores do Tatuapé, contou que pretende implantar no bairro o programa Vizinhança Solidária, criado pela Polícia Militar em 2009 com o objetivo de promover reuniões entre vizinhos para debater ações de segurança e na prevenção de delitos.
"Estamos fazendo um esforço para que todas as ruas da região tenham o programa implementado para podermos nos ajudar como moradores, e ajudar a polícia a manter as ruas do bairro mais seguras. Esperamos que os policiais consigam dar a atenção necessária para cada uma dessas ruas. Acreditamos que o programa trará resultados", afirmou o morador.
Em resposta, o Coronel Okazaki, da Polícia Militar, fez um pedido para que a população se mobilize em favor da implementação do programa. "Em muitos locais, nós conseguimos zerar os índices criminais, porque a população participa da segurança pública e ajuda a Polícia Militar na prevenção", disse.
Ele ainda alertou os moradores da região para que realizem boletins de ocorrência mesmo em decorrência de pequenos furtos para que os números sejam registrados e cheguem ao conhecimento dos policiais militares.
Para Ricardo Mellão, ouvir relatos dos moradores locais é a melhor forma para solucionar o problema. "É assim que vamos resolver nossos problemas: em conjunto e em diálogo", disse.
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