Em greve, servidores de Louveira realizam audiência na Alesp e reivindicam reajuste salarial

Sindicato afirma que prefeitura não negociou e não concedeu reposição inflacionária nos últimos dois anos; evento foi solicitado pelo deputado Carlos Giannazi (Psol)
29/04/2026 17:36 | Funcionalismo público | Da Redação - Fotos: Gabriel Eid

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Servidores de Louveira reivindicam valorização<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363762.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Sindicato pede recomposição inflacionária<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363764.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Representantes dizem que prefeitura não negociou<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363809.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Greve começou no último dia 23<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363810.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Giannazi (Psol): Providências para que lei seja respeitada<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363811.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Eli Bueno: Categoria decidiu não ficar de cabeça baixa<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363766.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

Em greve desde a última quinta-feira (23), os servidores municipais de Louveira realizaram na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo uma audiência pública para amplificar as reivindicações da categoria. A reunião aconteceu nesta quarta-feira (29) por solicitação do deputado Carlos Giannazi (Psol).

"É uma greve legítima para pressionar a prefeitura a valorizá-los do ponto de vista salarial e funcional. Os servidores são os responsáveis pelo atendimento da população, pela efetivação das políticas públicas e pela garantia dos direitos fundamentais lá na ponta, sobretudo na periferia", defendeu Giannazi.

O parlamentar pontuou que a reposição inflacionária está prevista no artigo 37 da Constituição Federal, que assegura a "revisão geral anual" da remuneração dos servidores. "Vamos acionar o Tribunal de Contas e o Ministério Público para que providências sejam tomadas e a lei seja respeitada", afirmou.

Os funcionários públicos da cidade da Região Metropolitana de Jundiaí pedem reajuste salarial e do auxílio-alimentação, além de melhorias nas condições de trabalho. A demanda da categoria é por um aumento de, pelo menos, 13,7%, o que contemplaria as reposições inflacionárias de 2024 e 2025, a recomposição frente a novos descontos previdenciários do município e um ganho real com base na valorização do salário mínimo.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Louveira, há dois anos, a prefeitura não negocia com os representantes da categoria e não concede a reposição inflacionária. "Entramos em greve como resposta por não termos sido ouvidos em 2025. No ano passado, nem os nossos ofícios foram respondidos. Neste ano, repetindo a situação, a categoria decidiu não ficar de cabeça baixa e partiu para o enfrentamento", contou o presidente do Sindicato, Eli Bueno Rodrigues.

De acordo com o líder sindical, desde o início da paralisação, a prefeitura ainda não procurou os servidores para negociações.

Condições de trabalho

Além do reajuste salarial, os funcionários públicos pedem valorização e melhores condições de trabalho. De acordo com Eli Bueno, a situação de alguns setores do serviço público louveirense está "abaixo do mínimo que é possível suportar".

"Servidores da educação relatam para nós não ter folha sulfite e tinta nas impressoras. Uma diretora nossa chegou a ficar uma semana fazendo impressões no sindicato para dar suporte para as colegas, já que a escola que elas trabalham não tinha tinta", narrou Eli. "Isso é a maior demonstração da desvalorização dos servidores e que não há condições mínimas de trabalho", afirmou o presidente.

Para ele, o cenário de desvalorização impacta a população da cidade como um todo, que tem sentido "deficiências" nos serviços públicos municipais. "Já percebemos o descontentamento da população com a atual gestão. A gente tem justificado aos munícipes a nossa luta, e a população tem apoiado os seus servidores", disse.

Assista à audiência, na íntegra, na transmissão da TV Alesp:

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