Alesp aprova as contas do governo de 2018
Na sessão desta terça-feira (17/12) os deputados aprovaram, por 58 votos favoráveis e 19 contrários, o balanço financeiro do estado referente ao ano passado. O projeto de decreto legislativo 33/2019 é referente às contas do Executivo de 2018, que traz parte da gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, além dos 9 meses em que o ex-governador Márcio França esteve a frente do governo paulista.
"Com toda a crise econômica, São Paulo melhorou o sistema de arrecadação e também teve um superávit primário muito bom para o Estado", disse o líder do governo, deputado Carlão Pignatari (PSDB). O parlamentar afirmou ainda que existem ressalvas apontadas pelo Tribunal de Contas e que essas foram respeitadas no momento da aprovação.
O relatório orçamentário passou por uma avaliação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e depois seguiu para a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento e para a Comissão de Fiscalização e Controle.
"A Assembleia como órgão fiscalizador do Poder Executivo e suas autarquias e empresas públicas tem o dever de cada ano aprovar ou rejeitar as contas do responsável pelas despesas e orçamento do nosso Estado. Ao examinar as contas, nós não vimos nenhuma irregularidade, portanto, os recursos foram devidamente aplicados em educação, saúde e infraestrutura. As aplicações constitucionais foram observadas e, portanto, o parlamento decidiu corretamente em aprová-las", explicou o deputado Vinicius Camarinha (PSB).
O deputado Paulo Fiorilo (PT) elaborou um relatório contrário a aprovação das contas. Um dos pontos ressaltados foi a falta de investimento no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). "O próprio Tribunal de Contas reconheceu que não foram aplicados recursos no Fundeb, visto que após a exclusão de gastos com inativos e pensionistas, verificou-se a aplicação de apenas 79,6% dos recursos do Fundeb, em ofensa ao artigo 21 da lei 494/2007, essa diferença foi de 3,41 bilhões que deixaram de ser aplicados em 2018", diz.
Já a deputada Janaina Paschoal (PSL) menciona as isenções fiscais não detalhadas nas contas. "Eu, particularmente, vejo com bastante preocupação a parte das isenções fiscais sem a demonstração de quem são os beneficiários. Para mim, o mais importante e o ponto mais preocupante é o que diz respeito a indicação de quem são as empresas beneficiárias e o critério para conceder esses benefícios", afirmou.
O Projeto de Decreto Legislativo só precisa agora ser publicado no Diário Oficial.
Notícias relacionadas
- Congresso de Comissões da Alesp analisa proposta do Executivo que visa desburocratizar ações na área da educação
- Assembleia Legislativa reconhece calamidade pública nos municípios em razão da pandemia
- Proposta de ajuste fiscal do governo do Estado é aprovada na Assembleia Legislativa
- Parlamentares iniciam votação de projeto com medidas para ajuste fiscal no Estado
- Projeto sobre ajuste fiscal continua em pauta na Assembleia Legislativa
- Legislativo tem mais uma sessão de debates sobre proposta de ajuste fiscal do governo
- Discussão sobre ajuste fiscal no Estado avança em mais uma sessão do Legislativo
- Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2021 avança e deve ser votado na próxima quinta-feira
Notícias mais lidas
- Dezembro Vermelho: pesquisas de cura do HIV avançam em universidade pública paulista
- Alesp aprova aumento de 10% para policiais militares, civis e técnico-científicos
- Alesp aprova e motos de até 180 cilindradas não pagam mais IPVA em SP
- Governo envia à Alesp projetos com diretrizes orçamentárias para 2027 e reajuste do mínimo paulista
- Quadro de Apoio Escolar pede aprovação de piso nacional no Senado
- Deputado pede a Estado proteção a perito que relatou pressão na investigação do caso Vitória
- Servidores de Louveira em greve denunciam terceirização e confisco de aposentadoria
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- Impactos da extinção de cargos públicos estaduais são debatidos na Alesp