Resultado do segundo turno das eleições e retorno à fase amarela foram assunto na tribuna
30/11/2020 17:24 | Plenário | Mauricia Figueira - Foto: Sergio Galdino
O resultado do segundo turno das eleições municipais foi um dos principais temas na tarde desta segunda-feira (30/11) no plenário da Assembleia Legislativa.
O deputado Carlos Giannazi (PSOL) iniciou a sessão comemorando o desempenho de seu partido no pleito da capital paulista. "Tivemos um ótimo desempenho eleitoral, com mais de dois milhões de votos, uma vitória política importante na cidade de São Paulo. Boulos e Erundina conseguiram reencantar a política em São Paulo, catalisando vários setores progressistas, críticos, de esquerda da sociedade, artistas, intelectuais, a juventude militou bastante, foi uma campanha muito bonita".
Giannazi criticou o vice-prefeito eleito. "Covas escondeu seu vice, Ricardo Nunes, durante toda a campanha e ontem ele o apresentou e fez um elogio especial". Segundo Carlos Giannazi, Ricardo Nunes "é investigado pelo Ministério Público estadual em relação à máfia das creches e motivo de denúncias envolvendo violência doméstica".
O trabalho da Polícia Militar durante o segundo turno das eleições foi elogiado pelo deputado Coronel Telhada (Progressistas). "Em todo o Estado de São Paulo 77.665 homens e mulheres trabalharam diretamente nas eleições. Foram utilizadas 16.049 viaturas, 141 cavalos, 12 aeronaves, 12 drones, que trabalharam diretamente no segundo turno das eleições".
O sistema de apuração dos votos no país foi assunto do deputado Gil Diniz (sem partido). "A população não confia no sistema eleitoral, principalmente na apuração. Pedimos que o voto seja auditável".
Retorno à fase amarela
O governador anunciou, nesta segunda-feira, que todo o Estado de São Paulo retrocederia para a fase amarela da quarentena. A medida foi criticada por Douglas Garcia (PTB). "Nosso ilustre governador usou mais uma vez o Palácio dos Bandeirantes para se promover e trazer a triste notícia de que vamos voltar à fase amarela". Garcia considera o anúncio como retirada dos direitos fundamentais do povo paulista.
O parlamentar alertou que irá obstruir todos os projetos em votação enquanto não for pautado projeto de decreto legislativo para flexibilizar as restrições do governo do Estado, "para que as pessoas consigam combater o coronavírus e, ao mesmo tempo, consigam trazer sustento para sua casa".
A medida também foi criticada por Gil Diniz (sem partido). "Vai trancar as pessoas em casa mais uma vez para poder vender a vacina. Enquanto isso, temos milhares de pessoas doentes no Estado de São Paulo. Minha mãe tem síndrome do pânico, teve que parar no psiquiatra, pois só ouvia falar de mortes do noticiário".
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