Ato solene de lançamento Revista Femininos é realizado na Alesp
10/11/2023 14:13 | Ato Solene | Jaqueline Fervolli - Fotos: Carol Jacob
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sediou nesta quinta-feira (9) ato solene de lançamento da Revista Femininos: Transversalizando Percepções por Liberdade de Gênero, idealizada pelo Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing), com o objetivo de promover o acesso e a compreensão sobre o universo das mulheres e da diversidade e contribuir para o público se conscientizar sobre a luta contra a misoginia e o combate à LGBTfobia.
Proponente do evento, o deputado Luiz Claudio Marcolino (PT) falou sobre a contribuição do informativo. "O Sintratel inova ao desenvolver este projeto, uma Revista que se propõe a tratar de temas atuais, que fortalece com conhecimento sobre direitos e cidadania." O parlamentar é um dos autores da Revista e também participa como entrevistado sobre as lutas presentes no seu mandato.
Marco Aurélio Coelho de Oliveira, presidente do Sintratel, falou sobre o combate pela igualdade de gênero e raça. "Nós entendemos que a misoginia e o racismo se retroalimentam e acabam exacerbando na sociedade com violência, principalmente com as mulheres negras. Então, nós precisamos transversallizar a luta contra a misoginia e contra o racismo", disse.
Ele ainda reforçou que "segundo o instituto Identidade do Brasil, se nós não avançarmos em políticas públicas e de inserção no mercado de trabalho só teremos a igualdade daqui a 67 anos".
Valmira Luzia da Silva, Diretora da Sintratel, frisou que o lançamento da revista significa "atravessar um portal para fazer a diferença", desnaturalizando a opressão de gênero e raça e transversalizando a discussão em favor da equidade.
Raimundo Suzart, presidente da CUT São Paulo, questionou o mercado de trabalho e as automações: "O que nós queremos do nosso futuro?". Ele ressaltou a importância da discussão para a construção de um país mais justo.
O setor de telesserviços foi citado como um dos maiores empregadores do setor LGBTQIA+, com 200 mil trabalhadores, por John Anthony Von Christian, diretor-executivo da ABT (Associação Brasileira de Telesserviços). "A luta é manter empregos, porque emprego gera renda e renda gera consumo, que gera imposto e volta a gerar empregos", argumentou.
Cristiane Nascimento Costa, primeira delegada de Defesa da Mulher de São Paulo, assina artigo na edição e menciona duas políticas públicas: a Lei Maria da Penha e a Lei de Igualdade Salarial. "Como isso é importante! Como nós ganhamos menos! Ela [a legislação] não visa só ao salário, mas à dignidade da mulher trabalhadora", completou.
Também presente na publicação, Paulo César Martins, diretor do Sintratel, citou que a revista traz recortes que mostram a resistência à misoginia, à LGBTfobia. "A população de LGBTQIA+ na retomada da democracia foi muito importante", concluiu.
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