Em Sessão Solene, Alesp homenageia mártires armênios e descendentes do massacre de 1915

Autoridades da comunidade armênia no Brasil se reuniram para homenagear as 1,5 milhão de pessoas vítimas do Império Otomano e pedir reconhecimento internacional do genocídio
27/04/2026 18:06 | Direitos humanos | Da Redação - Fotos: Rodrigo Costa

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Solene em Memória dos Mártires Armênios<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363688.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Danilo Balas: Compromisso com a justiça<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363689.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Gil Diniz Bolsonaro: Defender o legado<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363690.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Nareg Berberian: Armênios recomeçaram no Brasil<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363673.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Vahan Agopyan: Resistência no reconhecimento <a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363674.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Autoridades religiosas conduziram culto ecumênico<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg363675.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

No Dia do Reconhecimento e Lembrança às Vítimas do Genocídio do Povo Armênio, celebrado em 24 de abril, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo promoveu uma solenidade em memória dos 1,5 milhão de armênios mortos em 1915. O evento reuniu autoridades e representantes da comunidade armênia no país.

A iniciativa foi do deputado Agente Federal Danilo Balas (PL). O parlamentar afirmou que a homenagem é um compromisso com a memória, a verdade e a justiça do povo armênio. "Reconhecer o genocídio é mais do que lembrar da história, é reafirmar nosso compromisso com os direitos humanos e com a dignidade cada um de nossos familiares", destacou.

O deputado Gil Diniz Bolsonaro (PL) também participou do evento. Ele reforçou a importância de contar a história para as próximas gerações e defender o legado da comunidade armênia no Brasil.

História

Em 24 de abril de 1915, mais de 200 intelectuais e líderes comunitários armênios foram presos e executados por autoridades do Império Otomano. Essa data marca o início de uma série de massacres que seguiu até 1923 e dizimou cerca de 1,5 milhão de armênios.

O termo "genocídio", definido como crimes violentos cometidos contra grupos com a intenção de destruir a sua existência, não é reconhecido por parte da comunidade internacional para se referir aos assassinatos em massa na Armênia. Pouco mais de 30 países reconhecem oficialmente o genocídio armênio, e o Brasil não está entre eles.

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, explicou que "o não reconhecimento é como um segundo genocídio". "Após 111 anos, ainda temos resistência do reconhecimento de um fato historicamente relatado", completou.

Comunidade armênia no Brasil

Durante o genocídio armênio e nos anos seguintes, o Brasil acolheu sobreviventes e descendentes de vítimas do massacre. Estima-se que a comunidade armênia no país é formada por cerca de 100 mil pessoas, concentradas principalmente na região metropolitana de São Paulo.

"Damos graças ao Brasil, especialmente a São Paulo, por terem se tornado uma terra onde os armênios puderam recomeçar com dignidade e esperança. Aqui, o nosso povo encontrou acolhimento e o coração armênio encontrou um futuro", disse o bispo da Igreja Apostólica Armênia no Brasil, Nareg Berberian.

A Igreja Armênia foi essencial para preservação da cultura e dos costumes desse povo nas diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. A Armênia é reconhecida historicamente como o primeiro país do mundo a adotar o cristianismo como religião oficial, em 301 d.C.

O evento também contou com um culto ecumênico em memória das vítimas. As autoridades religiosas conduziram orações pelas famílias destruídas e pela sensibilidade das autoridades mundiais para que reconheçam o genocídio.

Assista ao evento, na íntegra, na transmissão feita pela TV Alesp:

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